terça-feira, 28 de dezembro de 2010

"Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi..."

Quando chega essa época as pessoas começam a pensar em todas as coisas que aconteceram durante o ano e tudo aquilo que, de alguma maneira, ficou pendente para o ano que vai chegar. Comigo não é diferente e eu resolvi expressar isso aqui. Se é a melhor coisa a fazer, eu realmente não sei, mas acho que não custa nada tentar. 2010 foi um ano "diferente" e digamos até que, surpreendente pra mim. Comecei com alguns problemas no trabalho, dilemas do coração e dúvidas quanto a vários outros aspectos da minha vida - início da faculdade a noite, ritmo de trabalho mais puxado etc. O ano foi passando e eu fui conseguindo me realizar em algumas dessas coisas: fui "acostumando" com o ritmo trabalhar de manhã/tarde e estudar a noite; ganhei confiança (por mim mesma e pelos outros); adquiri responsabilidades no meu trabalho que nunca imaginei que teria nesse momento da vida; realizei meu sonho de fazer um intercâmbio e conhecer Londres; conheci pessoas novas, diferentes, de vários lugares do Brasil e do mundo que me surpreenderam; conheci melhor as pessoas que estavam ao meu redor e vi nelas coisas que talvez os outros não vejam; me aproximei de alguns velhos amigos; perdi o medo de dar minha cara a tapa quando tinha certeza do que queria; aprendi como expressar melhor minha opinião e minhas ideias pra conseguir aquilo que queria; bebi; dancei; fofoquei e dei muitas, mas muitas risadas mesmo!
Mas 2010 não foi só isso. Nesse ano tive que aprender a dormir 5h por dia e tentar colocar na minha cabeça que isso era o suficiente; trabalhei muito, mas muito mesmo, chegando a bater na metade do ano a quantidade dos eventos que participei no ano inteiro de 2009; sofri por antecipação e na hora por causa de trabalho; "perdi" do meu convívio diário pessoas que realmente importavam pra mim; me afastei de alguns amigos - não por vontade própria, mas por motivos de força maior; tive que aprender a me virar sozinha, na marra; não consegui correr minha tão querida e sonhada maratona por falta de tempo pra treinar; tive decepções, mesmo sabendo da minha competência, não consegui passar em alguns processos seletivos pra estágio; tive ressaca; falei mal meeesmo de algumas pessoas e chorei. Chorei por quem não merecia uma lágrima sequer dos meus olhos e por gente que merecia coisa muito melhor que lágrimas.
Na virada pra 2011, continuo com as minhas pendências. E o ano já se inicia com uma carga pesada de coisas: último ano da faculdade, reta final do estágio, sem maiores perspectivas no quesito amoroso e algumas "encrencas" pra resolver, só pra não perder o espírito de aventura do ano que passou.
O que eu vou fazer? Sinceramente, eu não sei. O meu melhor eu faço agora. A gente colhe aquilo que planta, não é?! Quem sabe no ano que vem, essas sementinhas que plantei em 2010 cresçam e dêem frutos poderosos na minha hortinha.
Vamos ver no que dá.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eu decidi.

Eu decidi que eu vou trabalhar o suficiente. Nem muito a mais, nem a menos. Agora ainda não é a hora de se dedicar integralmente ao trabalho. Tenho muita coisa pra viver nesse meio tempo. Eu decidi que vou acordar meia hora mais tarde, sair de casa sem correr, pegar o trem mais vazio e o metrô também, andar 15 minutos e chegar as 9h30 no serviço. Isso é qualidade de vida. Menos pessoas me esmagando, menos roupa amassada, menos stress. Eu decidi que vou pensar mais em mim do que nos outros. Essa mania de ter consideração ao extremo só prejudica. Eu decidi que vou parar de reclamar. Ninguém tem nada a ver com os meus problemas e a responsável por resolvê-los sou eu, só eu. Eu decidi que vou falar menos sobre minhas coisas pras outras pessoas. Qualquer coisa que você fala é motivo pra alguém começar o julgamento, a criação do pré-conceito. Não adianta. Quem sabe da sua vida, dos seus problemas, do seu trabalho e de tudo aquilo que te permeia é você. Eu decidi que vou dedicar mais tempo a mim mesma, pra pensar em mim. Um final de semana “sabático” pra cuidar da pele, do cabelo, das unhas, da mente, do corpo e da minha vida. Eu decidi que vou dedicar mais tempo a minha família, porque eles são mais do que importantes. Família é carinho, amor, compreensão, cumplicidade. Família é base, é tudo. Eu decidi que vou me importar menos com as coisas banais e dar atenção somente àquilo que realmente ME importa. Eu decidi que vou começar a delegar as coisas. Eu não consigo abraçar o mundo com as pernas. Não sou uma super-heroína que tem o poder de fazer 752 coisas ao mesmo tempo. Eu sou mais comum e mortal do que as vezes imagino. Eu decidi que vou tentar sofrer menos por antecipação. O negócio é viver o aqui e o agora sem esquecer que atitudes geram conseqüências, mas sem stress. Decidi também que vou buscar – mais ainda – a felicidade nas pequenas coisas do dia. E que se danem o que os outros acham. Eu decidi que quero coisas novas, desafios pra minha vida. Ficar na mesmice não rola e eu vou fazer de tudo pra conseguir mudanças. Eu decidi.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

E é a paixão nacional....

Motivada por todas as matérias, comentários e discussões na minha home do twitter (e, com certeza, de tantos outros também) resolvi escrever esse post essencialmente sobre futebol.
É fato que futebol é paixão nacional, tanto em épocas de copa do mundo, como nos mais diversos¬ campeonatos que acontecem durante o ano. E essa paixão não se explica. Estádios lotados, torcedores enlouquecidos... tudo em nome de uma paixão chamada futebol.
Cada time tem sua característica. Me limito a falar apenas de alguns de SP que são aqueles os quais tenho “mais contato”. São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos... cada torcida é de um jeito, encara vitórias e derrotas de maneiras diferentes. Eu, como são paulina, confesso que minha torcida não é uma das mais fervorosas – bom, talvez aqueles que façam parte da Independente sejam mais dedicados ao time, mas ainda assim falta alguma coisa.

Não acredito que um time seja só jogadores, torcida, ou só títulos e estádio. Claro que ter uma casa é importante, mas não é fator que garante vitórias. Títulos também não definem um time. São sim importantes – afinal, nenhum time joga só por jogar (pra isso existem amistosos e treinos). O título é resultado de todo um trabalho que foi feito com um time. Ninguém investe numa coisa que não dá resultados. No mundo do futebol, o bom jogador/time recebe investimento de patrocinadores, novas contratações, melhor estrutura... Nada é de graça. Vários são os fatores que podem alterar o desempenho de um time e fazer com que ele passe por fases boas e ruins.
Seria hipócrita também se falasse que não admiro a forma com que os torcedores corinthianos apóiam seu time. Eles são mais do que torcedores, são devotos da Fiel. É aquela coisa “... na alegria e na tristeza...”. Torcedor são-paulino deveria aprender como é realmente torcer, assim como os palmeirenses e santistas. As torcidas têm essa coisa de ter orgulho do time só quando ele está por cima. Ser torcedor não é só estar com o time nas finais de campeonato, decisões e vitórias. Ser torcedor é apoiar seu time seja qual for a fase que ele esteja – boa ou ruim, campeão ou rebaixado. Tudo é fase, mas ninguém ESTÁ torcedor, e sim É torcedor. A torcida é o 12º integrante em campo, tanto é que é sempre “mais fácil” ganhar quando se joga em casa. O apoio do torcedor é fundamental, essencial!




Acho que é isso que está pegando um pouco no SPFC de hoje. Acredito que, desde a saída do Muricy no ano passado, o time não é mais o mesmo. Até que teve uma fase relativamente boa sob o comando do Ricardo Gomes, mas começou a decair e decair até chegar onde está hoje. Ok! Não temos O técnico como Felipão, Muricy e demais, mas um time não é só formado pelo técnico. E os 11 jogadores que estão em campo? E os que estão no banco? Esses também não são, pelo menos, 50% responsáveis pelo desempenho do clube? E a torcida? Torcida que não apóia, que vaia o time, só faz com que o desempenho dele caia – ou seja, não ajuda. Só quem já jogou algum esporte sabe como é ser pressionado pela torcida. Não tem nada mais difícil do que cobrar uma penalidade enquanto toda a torcida te vaia e fica agourando... sua cabeça fica a milhão, é uma p* responsa! Torcida não está lá pra afundar mais o time... pra isso já existe a adversária! Enfim, as vezes, o time também tem que bater um pouco a cabeça – perder, ser rebaixado etc – pra tomar vergonha na cara e começar a honrar a camisa que veste.

Mas não poderia terminar meu texto só “cornetando” meu time, porque, apesar de tudo, dos últimos jogos e enfim, sou são paulina e amo meu querido SPFC! Porque SÓ NÓS TEMOS ROGÉRIO CENI! Somos TRI-HEXA CAMPEÕES! E, apesar de não achar que um time não é feito só de títulos – pelas N razões que listei acima – nós temos LIBERTADORES! (E confessem corinthianos: a libertadores é um sonho de vocês, por isso vocês nos cornetam tanto!). Não estou 100% satisfeita com meu time, mas torcedor que é torcedor pouco se importa com a fase: estamos aí pra apoiar e colocar o clube pra cima! Obrigada por todas alegrias e tristezas que você me faz passar, time!
E Vamo São Paulo, Vamo São Paulo, Vamo ser campeão!

domingo, 11 de julho de 2010

in London!

Ieeeeei =D
Here I am, people! In London!

Bom, estou na cidade há uma semana, mas parece que vivo por aqui já faz um tempo.
Confesso que não é nem um pouco dificil se acostumar a viver em um lugar diferente quando as coisas são melhores do que você tem normalmente. Pessoas bonitas, educadas, sistemas de trem e metrô que funcionam, produtos de qualidade à preços acessíveis... enfim! Tudo colabora para uma boa adaptação.
Não vou dizer que me adaptei ao ponto de me sentir completamente em casa, porque isso não seria verdade, mas também não é mentira que conseguiria viver por aqui por mais tempo.

Londres tem muita coisa para se ver. Parece que um mês vai ser pouco para a diversidade de atrações e coisas para fazer e ver que essa cidade oferece. Quando dizem que ela é uma cidade multicultural, não estão mentindo. Aqui você vê pessoas de diversas nacionalidades em todos os lugares. Nos pontos turísticos então, neeem se fala! No Big Ben, Westminster Abbey, London Eye, Buckingham Palace, Tower of London... a quantidade de árabes e indianos andando por aqui é absurda! Brasileiros também são facilmente vistos. A qualidade de vida é excelente. No meio da “civilização” existem grandes parques e áreas verdes, além também da ótima qualidade dos serviços que o Estado oferece à população. Há milhaaaaaares de museus que abordam os mais variados temas. British Museum, National Gallery, Churchil War Museum, Household Cavalary Museum, Tate Britain, Tate Modern, Science Museum e assim vai... sem contar também na variedade de espetáculos, peças teatrais e musicais que tem por aqui. Aqui se respira cultura, história, tradição... e eles fazem questão de cultivar e incentivar isso. A vontade que eu tenho é de fazer tudo, mas tem o fator pounds ($$$) que é um limitante.



Verão é época de “sales”. Ai que época! Hahaha As coisas são muito baratas! (NUNCA que eu ia pagar 9,99 numa camisa da Zara em SP! NUNCA! ) e tem coisas muito bonitas. O corte europeu das roupas é maravilhoso (pra mim, que gosto de roupas clássicas, aqui é o paraíso!). Por outro lado, as pessoas aqui são IRRITANTEMENTE FASHIONS. Se vestem com originalidade - diria até que com ousadia - sem medo do que as outras pessoas vão pensar ou dizer. Tenho minhas restrições com relação a isso, mas acho legal o fato das pessoas se vestirem com aquilo que elas se sentem a vontade e não só porque é moda. O estilo vintage é muito visto por aqui e a mistura do clássico com o moderno, do antigo com o novo é muito comum. Algumas roupas eu usaria fácil por aqui, mas no Brasil já ficaria meio receosa de ousar do mesmo jeito que eles ousam aqui. Seria “too fashion demais”.
Pontualidade britânica ? Irritantemente pontuais também. Na sexta-feira perdi o trem por 3 minutos e tive que esperar meia hora (exatamente) para que o outro trem chegasse. Isso tem seus prós e contras, porque se você perdeu, perdeu, se está contando com aquele trem naquela hora, pode ter certeza que ele vai aparecer.

Enfim, coisas beeem diferentes do Brasil. Coisa de primeiro mundo.
Primeira semana até agora bem aproveitada. Temos mais 3 aí por vir... agora é deixar acontecer e ver como será! Que venham as próximas experiências do intercâmbio =D

sexta-feira, 2 de julho de 2010

e uma jornada se inicia...

Booom pessoal, cá estou eu pra "mudar" um pouquinho o formato dos posts do meu blog pra esse mês de julho. Estou indo viajar, então, creio que não há nada melhor do que aproveitar esse meu espaço na web para compartilhar experiências, dúvidas, dicas e histórias com quem navega pela internet em busca de algumas respostas, além também de mostrar meu dia-a-dia pros meus familiares, amigos e colegas de trabalho que passarão por aqui! Espero que todos vocês, leitores do meu blog, aproveitem e curtam comigo a minha viagem...

Também não sei o que esperar, mas só espero coisas boas!

See you =D

domingo, 6 de junho de 2010

e o dia dos namorados se aproxima...

Bom, depois de 3 meses sem ao menos TOCAR no meu blog por falta de tempo (e não de ideias pra posts), cá estou eu pra um post que considero ser de um tema "polêmico": relacionamentos.

A medida que se aproxima o dia dos namorados, o tema relacionamento é cada vez mais abordado na mídia e, consequentemente, vira pauta de várias conversas por aí.Enfim, estava eu lendo o jornal de hoje, domingo, e um caderno do dia me chamou a atenção pelo tema da capa: "Solteiros procuram". Aí já sabe: domingão, eu sozinha,não tava fim de ver o faustão, jornal na minha frente dando sopa = porque não ler? A reportagem fala de homens solteiros que estão a procura da mulher ideal, que têm várias opções de pretendentes, mas que não abririam mão de sua liberdade e da vida que têm hoje por uma "qualquer". Tirando o fato da matéria falar só sobre aquilo que os diferentes tipos de homens que foram entrevistados procuram, achei legal a matéria por meio que tentar tirar algumas dúvidas das mulheres - já que o caderno é excusivamente voltado para elas -, mas isso também me fez querer questionar o porque que nós, mulheres, também não podemos nos manifestar com relação a isso.

Sabemos muito bem que o homem perfeito NÃO EXISTE, mas por algum motivo, também acreditamos que existe alguém que seja a nossa metadinha da laranja, a nossa cara metade, a tampa da nossa panela e por aí vai. Assim como os homens, nós mulheres, também achamos que está cada dia mais dificil encontrar alguem que "preste" e não estamos dispostas a abrir mão daquilo que conquistamos por um fulaninho qualquer. O cara tem que valer MUITO a pena pra começar um relacionamento sério.
Mas não quero ser hipócrita e falar que a mulher tem que ficar esperando o "cara certo" aparecer. Gata, se tu fica aí parada, pode ter certeza que o príncipe não vai cair nos teus braços! A mulher tem sim o direito de curtir e sair à procura de alguém que possa fazer ela feliz, mas também tem que levar em consideração que não adianta ficar atirando pra todos os lados e achar que uma hora dá certo, porque não dá! E é fato que as mulheres estão muito mais exigentes do que na época da minha avó. A gente não quer homens que façam coisas mirabolantes pra nos agradarem, mas o mínimo de educação e cavalheirismo tem que ter sempre! (para os homens: fofo, seu braço não vai cair se você puxar uma cadeira ou abrir uma porta e você não vai ser menos macho se for educado e usar expressões como "obrigado, por favor, com licença" e assim vai... gostar de se cuidar também não é problema, mas se isso chegar ao ponto de você querer ir ao salão junto com a gente, aí as coisas complicam!). E o que a gente pede é: PARE E REPARE! Você não precisa chegar e falar "nossa amor, você fez um 'balaiage' e repicou o cabelo!" NÃÃÃÃO! É fato comprovado que as mulheres gostam de ser reparadas, notadas e gostam que os homens comentem da mudança que elas fizeram porque, afinal, isso foi feito pra eles, machos de plantão.

Além disso, surpreender uma mulher também não é uma coisa dificil. Você não precisa plantar bananeira e dar estrelinha com uma rosa na boca e gritando "eu te amo" em 272 línguas pra fazer com que a gente fique emocionada. As vezes, basta uma flor ou - mais simples até - uma mensagem de texto no celular, um post-it grudado na nossa agenda com um 'eu te amo' pra fazer com que a gente tenha vontade de te encher de beijos e carinhos. Acredite, tudo é mais fácil do que parece e do que vocês, homens, imaginam.

Sem mais delongas, tudo isso foi escrito pra dar a minha versão da reportagem que li e dizer que, apesar de toda mulher estar a procura do homem ideal e, muitas vezes, achar que ele não existe, o importante é cada um estar feliz com sua condição. Solteiro(a), casado, namorando, relacionamento aberto, não importa. Muitas vezes a gente encana porque não têm ninguém e mimimimi. Mas, uma coisa é fato: se estamos bem conosco, felizes, realizados e correndo atrás daquilo que queremos, o resto vem como consequência. Daí pra frente, é só alegria! :)

quarta-feira, 3 de março de 2010

O dilema do transporte público



Como meu blog é um lugar que me permite fazer alguns desabafos, falo agora sobre uma coisa da minha rotina que ultimamente anda me tirando do sério: o transporte público.
Para todas aquelas pessoas que não dirigem, não tem carro ou querem fugir do trânsito, o transporte público é a opção mais comum e barata, mas que, nos últimos tempos está deixando muito a desejar.

Eu realmente acho bonitos os comerciais do Governo de São Paulo que são veiculados nas emissoras de TV sobre as melhorias nos trens da CPTM e do Metrô, mostrando todas aquelas pessoas felizes e contentes com o que está sendo feito, mas, na real, as coisas são bem diferentes. Quem manda produzir uma propaganda dessa não pega o trem LOTADO às 7h da manhã pra ir para o trabalho; não é esmagado contra as portas e contra outras pessoas enquanto tenta entrar em um dos vagões, não é empurrado por outras pessoas quando alguém quer sair do vagão; não fica 30 minutos numa fila, num lugar improvisado, esperando um ônibus pra levar ao metrô; não fica esperando e sendo esmagado pra fazer baldeação na Estação Sé/Paraíso do metrô; não sua que nem um condenado nos dias quentes dentro dos vagões porque o ar condicionado que tem dentro deles não é suficiente para a quantidade de pessoas que estão dentro dele e por aí vai... são diversos os problemas/”perrengues” pelos quais passam as pessoas que utilizam o transporte público para se locomover todos os dias.

Me impressiona o fato do Governo investir tanto em propagandas falando das melhorias que eles tem feito para a população do Estado e não dar a devida atenção para as coisas que realmente importam. Não vou falar que é mentira que estão sendo feitos investimentos, porque realmente não é. São várias obras sendo entregues e diversas melhorias sendo feitas, principalmente nas áreas de saneamento e educação, mas tem MUITA coisa pra melhorar ainda, em especial no quesito transporte. Na época que meus pais pegavam o trem as condições eram muito mais precárias, isso é fato. Mas isso não me consola. Com toda estrutura e tecnologia que temos agora, a malha ferroviária e metroviária tem tudo para ser expandida e melhorada. Essa medida, além de facilitar o acesso aos mais diversos lugares, teria também como conseqüência direta a melhora no trânsito da cidade – pois muitos optariam por ir de transporte público ao invés de ir com seus próprios carros, pelo simples fato de ser um meio mais rápido, fácil e seguro -, o que seria de grande valia para todos nós que vivemos e trabalhamos em São Paulo e sofremos todos os dias com o caótico trânsito da metrópole.
Sem defender ninguém ou apontar culpados, gostaria de registrar aqui minha indignação com nossos governantes e o próprio governo, que está mais preocupado em fazer a campanha do nosso atual governador para presidente, mostrando as obras realizadas por ele no estado de São Paulo do que com realmente melhorar a vida daqueles que moram aqui.
Falo isso como trabalhadora, cidadã e alguém que pega o trem/metrô todos os dias: Tá difícil a situação! :P